Você sabia que muitos dos medicamentos usados na quimioterapia e radioterapia, que podem salvar a vida das pessoas em tratamento de câncer, também podem causar efeitos colaterais graves? Um deles é a perda de audição. Neste post falaremos sobre as razões para as complicações auditivas a partir do tratamento do câncer e a importância de monitorar a saúde auditiva. Confira.

 

Felizmente, os avanços da medicina proporcionaram novas e eficientes opções de tratamento, aumentando significativamente a probabilidade de cura e sobrevivência ao câncer. No entanto, pesquisas demonstram que existem sérios riscos de perda auditiva e outros problemas relacionados, como o zumbido, para pacientes tratando a doença.

Assim, se você ou alguém que você ama está realizando o tratamento contra o câncer, é importante entender a conexão entre tratamento do câncer e perda auditiva como efeito colateral, como atenuar os riscos e como lidar com a surdez, se ela for confirmada.

 

Impacto na audição

A forte correlação entre tratamento do câncer e perda auditiva se deve, principalmente, aos medicamentos utilizados na quimioterapia que são chamados de ototóxicos, ou seja, são substâncias com propriedades tóxicas para o ouvido. E de acordo com o período de duração do tratamento, essa ototoxicidade da medicação pode ser ainda mais grave, ocasionando uma perda auditiva neurossensorial.

Medicamentos como cisplatina, carboplatina e outros agentes quimioterápicos à base de platina são comumente usados para tratar várias formas de câncer e são conhecidas por serem ototóxicos. Pesquisas recentes sugerem que a cisplatina leva à perda de audição. Embora a droga seja normalmente eliminada do corpo após o tratamento, ela pode se acumular no ouvido interno, e permanecer lá por meses ou anos após o tratamento inicial. Sua presença pode danificar vários componentes do ouvido interno – não apenas as células nervosas frágeis que transmitem o som, mas os minúsculos vasos sanguíneos circundantes e as estruturas da cocléa.

Durante o tratamento

A perda auditiva é uma preocupação legítima que deve ser considerada pela equipe médica. Se houver a prescrição de cisplatina ou outro medicamento sabidamente ototóxico, um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista pode ser incluído à equipe do tratamento. Esses especialistas podem aconselhar sobre os níveis de dosagem e seu impacto em sua audição, além de avaliar e monitorar sua capacidade de ouvir antes, durante e ao final do tratamento.

A equipe médica também poderá determinar se existe algum medicamento alternativo eficaz no sentido de prevenir a perda de audição. E inclusive, certos remédios também podem ajudar a neutralizar a perda auditiva causada pelos tratamentos contra o câncer. Em qualquer caso, os médicos estarão aptos a recomendar as melhores opções para sua situação individual e determinar se alternativas ou tratamentos adicionais são apropriados.

 

A saúde auditiva após o tratamento

Ao final do tratamento, é importante que você faça checkups periódicos  para monitorar se sua audição mudou, uma vez que o medicamento pode permanecer em seu sistema por muito tempo após o término do tratamento e os problemas de audição podem aparecer. Se forem detectadas complicações auditivas a partir do tratamento do câncer, o profissional pode indicar a reabilitação auditiva certa para você.

 

Assim, identificar os riscos antecipadamente e contar uma equipe dedicada à sua saúde auditiva e bem-estar, são ações essenciais para lidar com possíveis alterações auditivas ocasionadas pelo tratamento contra o câncer. E se você ficou dúvidas ou gostaria de mais informações, agende agora mesmo um atendimento sem compromisso, nossa equipe está aqui para ajudar.

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