deficiência auditiva unilateral

Entenda o que é a deficiência auditiva unilateral

A deficiência auditiva unilateral é a perda da audição em apenas um dos ouvidos e coloca os pacientes em riscos permanentes, pois dificulta a identificação da direção do som. Dessa forma, o simples ato de atravessar uma rua torna-se um grande obstáculo para essas pessoas.

A despeito das dificuldades encontradas no dia a dia, muitos pacientes são resistentes em buscar ajuda profissional, principalmente pela falta de informação quanto a possíveis tratamentos.

Para ajudar a entender melhor o assunto, elaboramos este artigo no qual abordamos os principais aspectos da surdez unilateral, comentando sobre como ela afeta a vida dos pacientes, as causas e os tratamentos da deficiência. Continue a leitura para saber mais!

Como a deficiência auditiva unilateral afeta a vida dos pacientes?

Conforme comentamos, a principal característica dessa deficiência é a dificuldade em detectar a direção dos sons, o que representa um grande problema em situações cotidianas. Além disso, ela impede que o paciente entenda as conversas em ambientes com ruídos, sendo esse um dos sintomas mais comuns.

Embora a deficiência afete apenas um dos lados, ela provoca um desequilíbrio, já que o cérebro utiliza ambos os lados para fornecer a direção do som que envolve a intensidade e a velocidade com que a vibração chega aos ouvidos. Mesmo sem percebermos, uma das nossas orelhas capta mais rapidamente o som emitido. Dessa forma, conseguimos identificar o local do ruído com exatidão. Essa é a capacidade que falta aos pacientes com surdez unilateral.

Alguns pacientes aprendem a conviver com esse problema — outros necessitam de um esforço maior para sentirem-se confortáveis no ambiente de trabalho e na convivência com familiares e amigos.

Esse tipo de deficiência é cercado por diversas verdades e mitos sobre ser reconhecida como doença ou deficiência. Entretanto, os pacientes têm direitos adquiridos e preservados.

Direitos do portador de surdez unilateral

Os direitos do portador de surdez unilateral são os mesmos dos que apresentam a deficiência bilateral. Entretanto, em 2018, foi promulgada a Lei nº 16.769, que reconhece uma pessoa com deficiência quando ela é diagnosticada com perda de audição em um só ouvido.

Nesse sentido, o Tribunal Superior do Trabalho definiu que a deficiência unilateral igual ou superior a 41 decibéis é considerada suficiente para garantir o direito do portador a concorrer a vagas destinadas às pessoas com deficiência.

Quais as causas da surdez unilateral?

A deficiência auditiva unilateral pode ter diversas causas e algumas são as mesmas que provocam a surdez bilateral, como a otosclerose, a otite aguda, a exposição a ruídos excessivos, tumores, entre outras doenças.

Veja, a seguir, as principais causas dessa deficiência!

Acidentes

Acidentes e traumatismos graves, como agressões, ferimentos por arma de fogo e acidentes de carro, podem causar a perda unilateral da audição por lesões no nervo acústico em um dos ouvidos.

Surdez súbita

A perda repentina e brusca da audição sem causa definida pode ocorrer em ambos os lados ou em apenas um ouvido. Essa ocorrência pode ser precedida de zumbido. As causas mais comuns são as predisposições genéticas e as doenças autoimunes, infecciosas e vasculares.

Surdez congênita

Doenças infecciosas no período de gestação ou mutações genéticas podem provocar a surdez unilateral. Nesse sentido, é importante observar possíveis atrasos na fala do bebê, já que esse pode ser um sintoma da deficiência.

Doenças

O neuroma do acústico (tumor benigno) pode ser uma das causas da perda unilateral da audição. Ele ocorre no nervo de audição e pode se expandir até o cérebro. Embora não consiga invadir outros tecidos (metástase), pode provocar zumbidos no ouvido e surdez.

A síndrome de Ménière é outra causa muito comum da deficiência em um ou ambos os lados e ocorre quando há aumento na pressão da endolinfa — líquido localizado na parte interna do ouvido. Trata-se de uma doença com diferentes sintomas de fundo desconhecido que podem alterar o equilíbrio corporal e a audição.

Como se dá o tratamento?

Há muitos tratamentos para a surdez unilateral, porém, alguns pacientes são resistentes, por falta de informação sobre a possibilidade de ajuda profissional, por desconhecimento da deficiência e por ausência de apoio de familiares.

Em alguns casos, a pessoa com perda auditiva pode demorar até 7 anos para buscar um tratamento e, nesse período, a deficiência gera danos irreversíveis. Esse agravamento ocorre tendo em vista o atrofiamento do nervo por falta de estímulos.

Medicamentos

Não há tratamento medicamentoso para a perda de audição unilateral, mas, com o avanço da tecnologia, é possível resgatar a qualidade de vida dos pacientes com o uso de aparelhos auditivos e implantes cocleares.

Aparelhos auditivos

O aparelho auditivo é a principal opção das pessoas que apresentam surdez unilateral. Atualmente, há diversos modelos no mercado que captam os sons de forma nítida e natural.

Em geral, o equipamento mais indicado para as pessoas com a deficiência é de amplificação sonora individual (AASI). Além de possibilitar a audição, ele também alivia o zumbido, mas é necessário utilizá-lo nos dois ouvidos.

Esses aparelhos auditivos apresentam outros benefícios aos usuários, como a conectividade de ligações telefônicas e sons da TV para o equipamento. Também é possível controlá-los por aplicativo.

Implantes cocleares

O implante coclear é um dispositivo médico eletrônico implantado cirurgicamente nos ossos do crânio, atrás da orelha. Esse procedimento é indicado por médicos audiologistas aos pacientes com perda auditiva de grau severo a profundo.

Ele age transformando sons em estímulos elétricos que são emitidos ao nervo auditivo, em substituição parcial das células da cóclea que foram danificadas. O implante coclear contém um processador sonoro externo e um implante coclear interno.

Na parte externa, há um processador sonoro que fica atrás da orelha e um fio que o conecta a uma antena. Essa se liga magneticamente à pele sobre a parte interna, que é composta por um receptor com feixe de eletrodos, colocado na cóclea.

Tanto o aparelho auditivo quanto o implante coclear são meios eficazes que amenizam as deficiências da audição e garantem a melhoria da qualidade de vida do paciente.

Como foi possível verificar, a deficiência auditiva unilateral impede que o paciente tenha uma vida normal e coloca-o em risco nas atividades cotidianas. Nesse sentido, ao perceber qualquer alteração na audição, é fundamental a busca por ajuda profissional para amenizar o quadro e resgatar as capacidades essenciais para o trabalho e a diversão.

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