perda auditiva mista

Perda auditiva mista: conheça as principais causas e tratamentos!

A perda auditiva mista é uma combinação de perda auditiva condutiva com a sensorioneural, provocada por danos na orelha externa e interna. Nesse caso, o ouvido externo fica impedido de conduzir o som adequadamente para a orelha interna, que, por sua vez, não consegue processá-lo e levá-lo ao cérebro.

Embora essa perda possa ser causada por diversos fatores, como doenças, genética e lesões adquiridas, ela afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos e precisa ser tratada por um médico otorrinolaringologista para evitar o agravamento.

Neste artigo, abordamos as principais causas dessa alteração auditiva, os níveis de danos que podem ocorrer, bem como o diagnóstico e os tratamentos adotados. Continue a leitura para saber mais!

Principais causas da perda auditiva mista

Há diversas causas de perda auditiva mista, como enfermidades, fatores genéticos, medicamentos, traumatismo craniano e disfunção no ouvido interno. A perda condutiva pode ser provocada por excesso de cera, conhecida também como cerúmen, infecções locais, fluidos no ouvido médio, perfuração ou má-formação do ouvido externo e médio.

Já a perda auditiva sensorioneural é o resultado da falta ou do dano em alguma parte do ouvido interno, como células ciliadas na cóclea ou nas vias nervosas condutoras. Tais estruturas são responsáveis pela transmissão do som ao sistema nervoso central por meio de impulsos nervosos.

Veja, a seguir, as principais causas da perda auditiva mista!

Fatores genéticos

Embora a surdez relacionada à idade ou à exposição ao ruído seja mais comum que a genética, essa última ocorre em 1 a cada 1.000 a 2.000 nascimentos. A forma mais comum é a herança autossômica recessiva, que representa mais de 75% de toda a surdez congênita.

Disfunção no ouvido interno

O ouvido interno é onde se localizam a cóclea e o nervo auditivo e pode sofrer disfunções por envelhecimento natural, doenças ou danos ao sistema de audição, que podem levar à labirintite e à perda auditiva mista.

A exposição a ruídos por um tempo prolongado, no ambiente de trabalho ou em eventos, com sons altos e contínuos, prejudica o ouvido interno de forma lenta e progressiva. A falta de cuidados nesse sentido pode levar à perda auditiva.

Enfermidades

As doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, podem provocar danos aos vasos sanguíneos interferindo na irrigação das estruturas do sistema auditivo.

Medicamentos ototóxicos

A perda auditiva está entre os efeitos colaterais que são menos comentados nas bulas de medicamentos. Entretanto, vários remédios provocam uma perda auditiva que se desenvolve de forma rápida e pode ser temporária ou apresentar um comprometimento permanente.

Veja, a seguir, os principais medicamentos capazes de danificar a audição:

  • aspirina — perda auditiva temporária, normalmente associada a grandes doses diárias (8 a 12 comprimidos);
  • anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno e naproxeno);
  • antibióticos — a classe dos aminoglicosídeos mais utilizada apresenta probabilidades de 20% a 60% para o risco de perda auditiva permanente;
  • medicamentos quimioterápicos — a carboplatina, a cisplatina e a bleomicina alteram as funções auditivas.

Níveis de danos da perda auditiva

O nível do dano na audição é obtido pela medição de acordo com os decibéis (dB) que a pessoa consegue ouvir. Dessa forma, as perdas neurossensoriais podem ser de leves a profundas, enquanto as condutivas costumam ser, no máximo, moderadas. Nesse sentido, o grau da perda auditiva mista pode variar de acordo com as estruturas da orelha e os danos que sofreram.

Com a perda auditiva mista, as pessoas passam a não ouvir os sons entre 0 e 20 dB. A partir disso, os graus de perda podem ser:

  • leve (21 a 40 dB) — a pessoa não ouve ruídos distantes e sons suaves e apresenta um pouco de dificuldade para entender a fala;
  • moderada (41 a 70 dB) — é difícil o entendimento da fala em tom normal, assim como a audição de sons mais altos (latido de cachorro ou choro de bebê). A comunicação fica limitada;
  • severa (71 a 90 dB) — não entende a fala, não ouve o telefone tocar e poucos sons são percebidos;
  • profunda (>91 dB) — não ouve som de fala e os considerados muito altos (serra elétrica, helicóptero, turbina de avião etc.). Nesse caso, é praticamente impossível a comunicação sem uso de aparelho auditivo.

Diagnóstico da perda auditiva mista

O profissional responsável por um primeiro diagnóstico de perda auditiva é o fonoaudiólogo que solicita um exame de audiometria para avaliar a capacidade do paciente em ouvir e interpretar sons. Esse exame verifica, ainda, a existência de algum dano nos ouvidos e indica o grau e o tipo.

Outros exames também podem ser solicitados para a investigação de condições relacionadas à perda da audição, bem como às suas possíveis causas. Caso haja confirmação da perda auditiva, o paciente é encaminhado para um médico otorrinolaringologista.

Tratamentos para a perda auditiva mista

A perda de audição mista é tratada de acordo com o nível, os fatores que causaram o problema, as estruturas afetadas e as particularidades do paciente. O tratamento pode combinar diversas técnicas ou tratar isoladamente as perdas condutivas e neurossensoriais, uma de cada vez.

Embora a perda da parte condutora da audição possa ser tratada por meio de medicamentos ou cirurgias, a neurossensorial exige o uso de um aparelho auditivo para a amplificação dos sons. Os tratamentos incluem:

  • medicamentos — para o tratamento das doenças que causaram a perda auditiva, antioxidantes e complexos vitamínicos que melhoram a audição;
  • limpeza dos ouvidos — remoção de excesso de cera ou corpo estranho que se encontrem no canal auditivo. Esse procedimento só pode ser realizado por um otorrinolaringologista;
  • cirurgia — para a reparação de tímpano perfurado ou reconstrução de ossículos danificados;
  • aparelho auditivo — para captação e ampliação do volume dos sons do ambiente para que a pessoa consiga ouvi-los;
  • implante auditivo de ouvido médio — implantação cirúrgica de dispositivo para converter os sons em vibrações mecânicas na orelha média e conduzi-los à interna.

É importante ter em mente que o tratamento para a perda auditiva mista tem um grande potencial de restabelecer a comunicação dos pacientes com perda de audição em qualquer grau. Esse é um aspecto fundamental para a melhoria da qualidade de vida.

Como pudemos verificar, a perda auditiva mista pode ter origem em diferentes causas. Dessa forma, é essencial buscar ajuda profissional para a realização de exames e tratamentos adequados a fim de evitar o agravamento da condição.

As informações deste artigo foram úteis? Então, leia também o texto que explica sobre as 7 doenças auditivas que podem levar à perda de audição.

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