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De acordo com o censo realizado em 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 9,7 milhões de brasileiros (5,1%) apresentam deficiência na audição, sendo que a perda auditiva neurossensorial é um dos tipos de surdez mais comuns na terceira idade.

Essa alteração, também conhecida como presbiacusia, ocorre quando o ouvido interno (cóclea) apresenta alterações devido a exposição a sons ao longo da vida, à idade ou a enfermidades.

Neste artigo, vamos explicar o que é a perda auditiva neurossensorial, as suas principais causas, o diagnóstico e as formas de tratamento. Continue lendo para saber mais!

A ocorrência da perda auditiva neurossensorial

A surdez neurossensorial ocorre devido a problemas no ouvido interno (cóclea) ou na sua comunicação com o cérebro. É o tipo mais comum de perda de audição permanente no envelhecimento.

A perda auditiva pode ser leve, moderada, severa ou profunda, dependendo da extensão da região lesionada. Ela também pode se apresentar de forma unilateral (em apenas um dos ouvidos) ou bilateral, sendo classificada como:

  • sensorial — quando o ouvido interno (cóclea) é afetado;
  • neural — quando há um comprometimento do nervo auditivo.

Em geral, os pacientes com surdez neurossensorial têm dificuldade na discriminação das palavras. Mesmo quando o som é alto, ele pode não ser entendido ou ser ouvido de modo abafado. Entender em ambientes ruidosos pode ser um grande desafio para estas pessoas!

Principais causas

Diversos fatores podem causar esse tipo de perda auditiva, desde problemas menores, como a irrigação sanguínea insuficiente no ouvido, até ocorrências mais sérias, como tumores cerebrais. Também pode surgir em decorrência do processo natural de envelhecimento (presbiacusia), a partir dos 32 anos nos homens e 37 anos nas mulheres.

Outras causas da perda auditiva neurossensorial incluem:

  • alterações congênitas;
  • diabetes;
  • doenças autoimunes;
  • exposição constante a ruídos intensos;
  • hipertensão;
  • medicamentos ou drogas;
  • meningite;
  • síndrome de Ménière;
  • viroses (rubéola, caxumba).

O diagnóstico da surdez neurossensorial

Muitas pessoas que apresentam perdas auditivas não sabem que têm esse problema ou não se preocupam em procurar o auxílio de um profissional especializado.

A perda auditiva é uma experiência difícil e, para lidar com pessoas que estão passando por isso, é fundamental que a família ou os cuidadores fiquem atentos aos sinais e busquem a ajuda de um especialista para o diagnóstico e o tratamento adequado.

Normalmente, os problemas no ouvido interno causam dificuldade para distinguir a fala em relação aos ruídos externos e para ouvir sons agudos, bem como a necessidade de perguntar novamente o que foi dito.

O diagnóstico precoce da perda auditiva neurossensorial é fundamental para o controle e o tratamento da maioria das causas desse tipo de surdez. Em geral, o médico otorrinolaringologista faz uma série de perguntas para entender como a perda auditiva está se manifestando. Além das dificuldades mais comuns, o médico investiga outros sintomas, como:

  • dificuldade em escutar o que as pessoas falam ao seu redor;
  • presença de dor local.

Após uma análise clínica do ouvido do paciente para verificar a existência de algum bloqueio, como excesso de cera, o médico pode solicitar, ainda, alguns exames que testam a capacidade de escutar, como a audiometria e a timpanometria.

Os tratamentos para a surdez neurossensorial

A identificação do tratamento mais adequado depende do grau da perda auditiva, e pode incluir medicamentos, aparelhos auditivos ou implante coclear. Os diversos níveis de perda são identificados em decibéis (dB) de acordo com a severidade:

  • Leve (26 a 40 dB): a pessoa não consegue manter diálogos em ambientes com ruídos. Dificuldade para entender a fala em intensidade baixa ou na presença de ruído competitivo.
  • Moderada (41 a 55 dB): há dificuldade em ouvir a fala na presença de barulhos ao fundo, bem como necessidade de aumentar o volume do rádio e da TV. Dificuldade para compreender a fala em intensidade normal.
  • Moderadamente severa (56 a 70 dB): o indivíduo sente a necessidade de que os demais falem em um tom mais alto e não consegue acompanhar conversas em grupo.
  • Severa (70 a 90 dB): a pessoa só ouve em tons muito altos e faz leitura labial ou utiliza a língua de sinais (Libras);
  • Profunda (acima de 95 dB): mesmo com amplificação, o indivíduo não entende a fala, necessitando da língua de sinais e/ou da linguagem labial para se comunicar.

Medicamentos

Para as pessoas com problemas metabólicos (perda auditiva súbita), pode ser necessário tratamento medicamentoso, que consiste na administração de corticosteroide.

Porém, a maioria das perdas auditivas neurossensoriais tem caráter progressivo e não beneficiam do uso de medicamentos.

Aparelho auditivo

A maioria das perdas auditivas consegue ser solucionada com o uso de aparelhos auditivos.

A função dos aparelhos auditivos é amplificar os sons para que as pessoas com perdas auditivas consigam ouvir melhor.

O aparelho auditivo tem um papel importante para os pacientes com perda auditiva, pois também tem a função de manter a estimulação cerebral e de reduzir o esforço auditivo, prevenindo ou retardando os efeitos das alterações demenciais.

Caso ela seja considerada severa ou profunda, e não obtiver benefícios com o uso de aparelhos auditivos, poderá ser tratada com o uso de implante coclear.

Implante coclear

O implante coclear é uma prótese eletrônica introduzida cirurgicamente na orelha interna (cóclea). O implante coclear estimula diretamente o nervo coclear.

É indicado para pacientes com perda profunda que não se beneficiam com o uso do aparelho auditivo.

 

Como vimos, o diagnóstico precoce da perda auditiva neurossensorial é essencial para controlar e tratar as diferentes causas da surdez. Para tanto, é muito importante consultar um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo periodicamente para um tratamento precoce e adequado.

Gostou deste artigo? Para saber mais sobre os tratamentos da perda auditiva, entre em contato conosco!

20 Comentários

  1. PAULO DE GODOY PINTO

    NO INICIO O OUVIDO DOÍA BASTANTE E COÇAVA MUITO. DEPOIS, AO OUVIR MÚSICAS EM RADIO E, OU PROGRAMAS RADIOFÔNICOS, OS SONS FORMA BAIXANDO, ATÉ MESMO NO COMPUTADOR, BEM COMO COM INSTRUMENTOS MUSICAIS. TAMBÉM TEM AUMENTADO A DIFICULDADE DE OUVIR PESSOAS FALAREM ATÉ MESMO DE PERTO. DEPOIS FUI PERCEBENDO A AUDIÇÃO DIMINUIR CONSIDERAVELMENTE, EMBORA AINDA NÃO TENHA DESAPARECIDO COMPLETAMENTE, AINDA POSSO OUVIR EM TORNO DE 40%.
    ISTO É UMA PREOCUPAÇÃO, POIS SOU MÚSICO.

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      Att, equipe Comunicare

      Responder
  2. Daisy

    Eu Gostaria de um aparelho bem discreto.

    Responder
    • Comunicare

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      Tenha uma ótima semana!
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  3. Isabela Barbosa

    Fiz o cadastro de contato para que fosse agendado uma avaliação. Estou no aguardo para poder adquirir o aparelho por recomendação médica devido ter perdido um dos lados em 80% em decorrência de uma doença(catapora) e agora a audição que ainda funciona está ficando desgastada.
    Espero que façam contato.
    Obrigada.

    Responder
    • Comunicare

      Bom dia, senhora Isabela, tudo bem com a senhora?
      Primeiramente, gostaríamos de agradecer a sua mensagem.
      A nossa equipe recebeu o seu cadastro e muito em breve iremos entrar em contato com você.
      Será um prazer receber você em uma de nossas unidades!
      Desejamos uma ótima quinta-feira!

      Att,
      equipe Comunicare Aparelhos Auditivos

      Responder
  4. LIU

    AO RETIRAR O APARELHO PARA DORMIR, O RUÍDO VOLTA COM A MESMA INTENSIDADE, NO CASO DE CURVA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL E DE GRAU MODERADO?

    Responder
    • Comunicare

      Prezado Sr. Liu, boa noite! Tudo bem com você?
      Obrigado pelo envio da sua mensagem.

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      Ficamos no seu aguardo.
      Att, equipe Comunicare

      Responder
  5. JANILDE

    A minha perda auditiva começou por volta dos 30 anos ;agora com 43 anos tá muito pior muito difícil para trabalhar e o convívio social…

    Responder
    • Comunicare

      Prezada Sra. Janilde, boa noite! Tudo bem com você?
      Obrigado pelo envio da sua mensagem.

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      Será um prazer atendê-la.
      Att, equipe Comunicare

      Responder
  6. Marlene Bernardes

    Boa tarde!
    Meu nome e Marlene tenho perda auditiva bilateral moderada faço uso de aparelhos auditivos e tenho muitos zumbidos e de vez em quando labirintite .
    Comecei a ter perda auditiva com 36 anos logo procurei tratamentos e fui diaguinoscada com perda leve agora com 55 anos já aumentou muito a perda auditiva e com ela os zumbidos ,quando recebi meus aparelhos me disseram que eles tinham camufrar os zumbidos mais não aconteceu isto e os zumbidos cada vez ficam mais altos e me incomodam dia e noite fico com a cabeça muito ruim e tenho muita sonolência intimamente estar me atrapalhando no trabalho e não sei mais o que faço alguém pode me ajudar ?

    Responder
    • Comunicare

      Prezada Sra. Marlene, boa tarde! Tudo bem com a senhora?
      Agradecemos pela sua mensagem.

      Sabemos o quanto conviver com o zumbido é perturbador.
      Somos um Centro de Referência no Tratamento do Zumbido, e tratamentos o zumbido desde 2009, podemos lhe ajudar.

      Faça uma avaliação gratuita em uma de nossas unidades de sua preferência.
      Cadastre-se através do link: https://comunicareaparelhosauditivos.com/contato/
      e a nossa equipe de atendimento entrará em contato com a senhora para agendar.

      Ou se preferir, ligue no 0800.001.4050 (De segunda a sexta-feira, das 08h30 às 19h).

      Ficamos à sua disposição.
      Atenciosamente, equipe Comunicare

      Responder
  7. Marluce De Oliveira Ferreira

    Procurei um otorrinolaringologista porque suspeitei que tinha labirintite. Fiz a avaliação audiologica e o resultado foi curva audiométrica de grau leve e configuração descendente acentuada unilateralmente. Ante o resultado, o médico pediu uma ressonância magnética dos ossos temporais – avaliação retrocorlear. Farei o exame dia 29.03.21. O otorrino disse que terei que usar aparelho. Fiquei surpresa, pois jamais senti dores. Tenho 68 anos e imaginava ouvir super bem. Pesquisei e gostei muito da matéria. Obrigada.

    Responder
    • Blog Autor

      Oi, tudo bem? Obrigado, ficamos muito felizes com seu Feedback!

      Responder
  8. Vanilda Freitas

    Boa tarde!
    Tenho uma deficiência auditiva unilateral OD severa, não ouço e nem percebo ruídos ou vibrações. Fui diagnosticada como sendo de origem neurosensorial, provavelmente congênita. Existe meios de recuperar essa audição com implantes?

    Responder
    • Blog Autor

      Oi!! Tudo bem?
      Só podemos opinar analisando os seus exames, a fino não poderia dar uma resposta sem fazer uma avaliação, nesse caso você pode agendar uma avaliação gratuita.
      Acesse o link para agendar gratuitamente: https://comunicareaparelhosauditivos.com/contato/

      Responder
  9. SERGIO DOMICIANO

    Boa Noite,
    Tenho uma perda neurossensorial a partir de 2khz descentente moderada a direita moderada serva a esquerda a srt a direita 25db e 30db aesquerda, irf de 84% a direita e 80% a esperda para dissilabos.

    NÃO TENHO PROBLEMAS DE SAUDE, TENHO 50 ANOS, O MEDICO ORIENTOU A USAR APRAELHOS.
    GOSTARIA DE MAIS INFORMAÇÕES POSSIVEIS CAUSAS DESSA PERDA.

    Responder
    • Blog Autor

      Oi, tudo bem?
      Infelizmente não temos o knowhow para ajudar solucionar o seu problema.
      Acreditamos que a melhor escolha seria buscar por um otorrinolaringologista para te auxiliar.

      Responder
  10. Glauber

    Prezados,
    Tenho 43a, após a vacina Covid percebi zumbido no meu ouvido. Fiz a audiometria e tive perda neurosensorial de 4000 a 6000 de OD 35dB e OE quase 50DB. Há indicacao de uso de aparelho para minimizar perda auditiva? Existem aparelhos que fazem o duplo papel de mascarar o ruido e ouvir melhor?

    Responder
    • Comunicare

      Boa tarde! Tudo bem?
      Acreditamos que a melhor escolha para o seu caso seria a busca por um otorrinolaringologista para te auxiliar.

      Responder

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