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Já ouviu falar em perda auditiva neurossensorial? Conheça os suas causas e sintomas  

A perda auditiva neurossensorial é também conhecida como surdez sensorioneural. Essa alteração ocorre no ouvido interno, quando os condutores nervosos ou as células ciliadas, que se localizam na cóclea sofrem alguma deterioração, impedindo que os sinais sejam transportados ao cérebro.

Esse é um dos tipos de deficiência mais comuns, principalmente em idosos, impedindo a pessoa de ouvir os sons mais baixos. Já os tons mais altos deixam de ser escutados de forma clara ou são abafados.

Neste artigo, vamos comentar sobre os principais aspectos da perda auditiva neurossensorial e os 4 principais sintomas que identificam esse déficit de audição. Continue a leitura para saber mais!

 As características da perda auditiva neurossensorial

A perda auditiva neurossensorial afeta o ouvido interno devido a lesões das células ciliadas ou do nervo auditivo reduzindo a eficiência na transmissão dos sons. Isso leva a uma menor percepção da qualidade e da intensidade do som, resultando em uma deficiência para ouvir e entender a fala.

Ela pode afetar apenas um ouvido, sendo, nesse caso, identificada como perda auditiva neurossensorial unilateral, ou atingir ambos os lados, sendo chamada de perda auditiva neurossensorial bilateral.

O grau da perda auditiva pode variar para cada indivíduo e, normalmente, está relacionado à hereditariedade, à exposição a barulhos intensos, a doenças, entre outras causas.

 As causas

Uma das causas mais comuns é o envelhecimento natural. À medida que as pessoas envelhecem, podem ocorrer pequenos danos na cóclea, provocando uma redução na capacidade de transmitir o som até o cérebro.

Além disso, a surdez neurossensorial pode ser provocada pelas seguintes condições:

  • exposição a ruídos — principalmente individuos que não usaram ou não usam protetores auriculares;
  • condições hereditárias — pode afetar crianças desde o nascimento ou desenvolver-se posteriormente ao longo da vida;
  • algumas doenças, como meningite, doença de Ménière, neuroma acústico, esclerose múltipla e malformação do ouvido interno;
  • drogas e medicamentos;
  • traumatismo craniano;
  • perda auditiva congênita ou relacionada ao nascimento – complicações no nascimento, prematuridade, rubéola, entre outros fatores que podem causar a perda auditiva neurossensorial.

Os sintomas

Os sintomas da perda auditiva neurossensorial surgem gradualmente, ao longo da vida. Um dos primeiros sinais é a dificuldade para escutar qualquer tipo de som — a pessoa começa a não entender a fala do outro, pedindo para repeti-la diversas vezes. Por esse motivo, é importante ficar atento aos principais sintomas:

1. Sensação de zumbido

O zumbido, também conhecido como tinnitus, é um distúrbio que faz com que a pessoa tenha a sensação de escutar constantemente ou intermitentemente um ruído. Trata-se de uma ilusão auditiva, ou seja, uma sensação sonora não relacionada com uma fonte externa de estimulação. Isso ocorre porque as partes intactas do ouvido trabalham mais intensamente para compensar o déficit, gerando barulhos que variam no tipo, no volume e na frequência. Na maioria das vezes é percebida exclusivamente pelo paciente.

Esse incômodo pode ser passageiro ou acompanhar o indivíduo indefinidamente. Os tipos de zumbidos são variados, sendo os mais comuns descritos como:

  • apito;
  • barulho de cigarra;
  • bater de asas de borboleta;
  • cachoeira;
  • chiado;
  • som de canal de TV quando termina a programação.

2. Dificuldade para identificar a direção do som

A dificuldade para identificar de onde vem o som é um dos sintomas que ocorrem, principalmente quando a perda auditiva é unilateral.

Este tipo de perda auditiva também pode prejudicar no entendimento da fala, principalmente em lugares ruidosos, uma vez que para esse tipo de situação a audição binaural torna-se essencial para diferenciação de sons de fundo ( ruídos e fala).

O simples ato de atravessar uma rua pode tornar-se perigoso para um indivíduo com perda auditiva unilateral, pois essa condição dificulta a localização dos sons de veículos em movimento.

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3. Necessidade de aumentar os volumes

A surdez neurossensorial reduz a capacidade de ouvir, em volume normal. Os sons dos aparelhos de rádio e TV, exigem níveis mais altos para que possam ser escutados. Dessa forma, é comum pedir para que as pessoas na sua volta falem de maneira mais elevada, para que possam ser compreendidas.

4. Dificuldade para entender uma conversa em lugares com ruídos

Em geral, os problemas no ouvido interno causam dificuldade para separar a fala de outros ruídos no ambiente, pois os sons são percebidos como abafados ou distorcidos.

Por esse motivo, as pessoas não conseguem entender conversas em locais ruidosos, como shows, festas, restaurantes e ruas movimentadas.

O diagnóstico da perda auditiva

O diagnóstico é feito por um otorrinolaringologista por meio de um exame clínico que inclui perguntas para entender como a perda da audição está se manifestando.

Além disso, também é feita uma avaliação e um teste de capacidade auditiva, como a audiometria e a timpanometria ( realizado por um fonoaudiólogo)

O tratamento da perda auditiva neurossensorial

A perda auditiva neurossensorial é irreversível para a maioria dos casos. Isso ocorre porque não há como recuperar as estruturas do ouvido interno, após serem lesionadas.

Entretanto, os aparelhos auditivos são eficientes para a quase totalidade dos casos, pois conseguem amplificar as ondas sonoras, suprindo as necessidades auditivas.

Embora a perda auditiva seja uma condição comum no processo de envelhecimento, é fundamental que o idoso receba o apoio da família como parte importante e complementar do tratamento.

O papel da família

Quando adequadamente ajustados, os aparelhos auditivos possibilitam uma melhor percepção dos sons, bem próxima à natural.

Dessa forma, é importante que os familiares fiquem atentos aos primeiros sinais de perda auditiva para levar o idoso a uma avaliação com um otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo.

Além do uso da amplificação, o papel da família é fundamental para a adaptação e a continuidade do tratamento, bem como para proporcionar um apoio psicológico.

Nesse sentido, é preciso observar alguns cuidados essenciais e atitudes para que a pessoa se sinta amada e compreendida, como:

  • acompanhar em consultas;
  • ter paciência;
  • ser cuidadoso ao falar com a pessoa — fale de maneira clara e de frente para pessoa, pois mesmo reabilitada com uso dos aparelhos, muitos individuos ainda sentem dificuldades de entendimento de fala e precisam de um tempo maior para se adaptar;
  • compreender que ela precisa de espaço;
  • ensinar as crianças a serem mais atenciosas e compreensivas com ela.

Todos esses cuidados são cruciais para ajudar o idoso e até mesmo o indivíduo jovem a superar as consequências que a perda auditiva pode apresentar, como depressão, baixa autoestima, isolamento social, entre outros sintomas.

Conforme vimos, a perda auditiva neurossensorial tem como principal causa o envelhecimento natural. Por esse motivo, é importante conhecer e ficar atento aos sintomas de deficiência auditiva para buscar ajuda especializada o mais breve possível, a fim de garantir um bom tratamento e melhoria da qualidade de vida.

Este artigo foi útil? Para saber ainda mais, leia outro post que divulgamos em nosso blog e entenda o que é a deficiência auditiva unilateral!

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