perda de audição tem cura

[COM INFOGRÁFICO] Perda de audição tem cura? Entenda!

Dependendo do grau e da causa da deficiência auditiva, a perda de audição tem cura após tratamento ou cirurgia. O uso de aparelhos auditivos ameniza os casos de surdez mais profunda e corrige as deficiências leves a moderadas.

Para os casos de surdez hereditária e as provocadas por ruídos, há vários estudos científicos que já alcançaram a cura em experiências com camundongos. Nesse sentido, pesquisas com células-tronco e terapias genéticas apresentam um futuro promissor para alguns tipos de surdez.

Neste artigo, vamos abordar as causas da perda da audição, os tipos de surdez e algumas medidas para a prevenção e a correção das perdas auditivas. Continue a leitura para saber mais!

A perda de audição tem cura?

A cura já possível para alguns casos, mas é muito importante buscar ajuda profissional logo no início de qualquer alteração auditiva para que elas não se agravem. Nesse sentido, os aparelhos auditivos e os implantes cocleares são tratamentos altamente eficazes, que podem amenizar os sintomas e até mesmo solucionar alguns tipos de deficiência auditiva.

O avanço das pesquisas científicas representam uma grande expectativa para a cura da surdez. Entretanto, isso não significa que as pessoas com deficiências auditivas devam esperar que esses estudos se realizem, sendo possível melhorar a qualidade de vida com soluções mais imediatas.

Quais são as causas da perda de audição?

A perda da audição é causada por diferentes fatores como o envelhecimento natural, hereditariedade, exposição a excesso de ruídos ou efeitos colaterais de alguns medicamentos. Confira, a seguir, mais detalhes sobre as causas da surdez.

Envelhecimento

Alguns casos de perda auditiva se desenvolvem de forma lenta e gradual com o processo de envelhecimento natural, sendo identificados como Presbiacusia, relacionados a uma perda sensorioneural. A sua causa ainda é desconhecida e parece ser mais frequente entre algumas famílias do que em outras.

Os pacientes que apresentam esse tipo de perda na audição conseguem ouvir uma conversa, porém têm dificuldade de entender quando há ruídos de fundo, como os do rádio e da TV.

A perda auditiva por envelhecimento (Presbiacusia) se agrava com o avanço da idade, uma vez que cada parte do sistema auditivo se transforma — o tímpano perde a elasticidade e as articulações dos ossículos no ouvido médio se enrijecem. Todas essas transformações afetam a transmissão do som, devido à deterioração das células sensoriais e das ciliadas.

O tratamento mais indicado para a Presbiacusia é o uso de aparelho auditivo que devolve a capacidade de audição.

Hereditariedade

A surdez hereditária é classificada como sindrômica ou não-sindrômica. No primeiro caso, o indivíduo apresenta, além da perda auditiva, outros sintomas e representa aproximadamente 30% do total dos casos. Em cerca de 70% a 80% os pacientes são classificados como não-sindrômicos, ou seja, sem outros sinais.

Essa perda auditiva pode ser causada por diferentes mecanismos de herança, como o autossômico dominante ou recessivo, ligado ao cromossomo X ou mitocondrial. Cerca de 80% dos casos de surdez hereditária não-sindrômica apresenta herança autossômica recessiva.

A cura para essa deficiência já é objeto de investigação científica. Uma experiência realizada em laboratório por diversos pesquisadores conseguiu curar a surdez em ratos, substituindo um gene defeituoso por um saudável. Trata-se de uma experiência inédita que oferece perspectivas para crianças com surdez congênita.

Barulhos intensos no dia a dia

A exposição prolongada a níveis altos de ruídos provoca gradualmente lesões no ouvido e causa uma perda auditiva sensorioneural, conhecida como PAIR.

Ela é uma das causas mais comuns em pacientes expostos constantemente a ruídos, como em ambientes de trabalho, em eventos com sons muito altos, ou mesmo ao ouvir músicas com fone de ouvido.

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Essas situações causam lesões nas células ciliadas do ouvido interno e provocam uma redução na sua capacidade de captar e emitir sons para o cérebro.

Embora ainda não haja cura para esse tipo de lesão, alguns estudos científicos já são realizados nesse sentido. Pesquisadores obtiveram resultados promissores em experiência com uma proteína que age na comunicação entre as células ciliadas do ouvido interno e o cérebro.

Esse experimento recuperou a audição em ratos, porém há necessidade de mais estudos para testes em humanos. Enquanto a cura ainda é investigada, a PAIR pode ser tratada com o uso de aparelhos auditivos para a compensação das perdas na audição.

Medicações

Infelizmente alguns medicamentos podem causar a perda da audição de forma rápida ou gradual. É possível que os efeitos sejam temporários, porém, com o uso contínuo, a tendência é progredir para uma alteração permanente. Os medicamentos que apresentam altas probabilidades para danos aos ouvidos, são:

  • antibióticos — os aminoglicosídeos apresentam fatores de risco que giram em torno de 20% a 60% para a perda auditiva permanente;
  • anti-inflamatórios — como ibuprofeno, aproxeno e outros da classe “não esteroides”;
  • aspirina — perda de audição, em geral associada a grandes doses diárias (acima de 8 comprimidos);
  • medicamentos quimioterápicos — as funções auditivas podem ser alteradas com os componentes cisplatina, carboplatina e bleomicina.

sistema auditivo

Quais são os tipos de surdez?

A surdez pode ser congênita ou adquirida. Dessa forma, os tipos de deficiência auditiva podem ser classificados de acordo com a sua origem. Ela pode ser súbita, congênita ou de condução.

Veja a seguir como elas ocorrem e os tratamentos adotados!

Súbita

A surdez súbita ocorre de forma repentina e pode ser provocada por doenças infecciosas, como a caxumba e o sarampo. Ela também ocorre por lesões no ouvido, em casos de rompimento do tímpano ou com aumento da pressão externa.

Por ser temporária, essa alteração pode ser tratada em casa com medicamentos corticoides prescritos pelo médico. Em geral esse tipo de surdez é curado após 2 semanas de tratamento.

Congênita

A surdez congênita ocorre em cerca de 1 a cada 1000 crianças no mundo e pode ser provocada por:

  • alterações genéticas;
  • doenças infecciosas durante o período de gravidez;
  • ingestão de drogas e álcool durante a gestação;
  • deficiência de nutrientes durante a gravidez;
  • exposição à radiação.

Normalmente, a surdez congênita é hereditária, entretanto, em alguns casos ela é curável por meio de implante coclear.

As crianças com surdez congênita necessitam de acompanhamento médico, sejam pediatras, fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas para tratamentos adequados, como aparelhos auditivos com amplificação de som ou implantes cocleares.

De condução

A orelha e o canal auditivo são responsáveis pela transmissão dos sons à região mais interna do ouvido, na qual se transforma em sinais elétricos e são enviados ao cérebro. No entanto, quando essa transmissão é afetada por excesso de cera, malformações ou presença de objetos no ouvido, a onda sonora não consegue chegar à região interna e provoca surdez de condução.

O tratamento para esse tipo de surdez é resolvido por uma simples limpeza do ouvido realizada por um otorrinolaringologista e medicamentos, quando necessários. Dependendo da gravidade da lesão, pode ser indicada a utilização de um aparelho auditivo para facilitar a entrada do som no ouvido interno.

Conforme verificamos, a perda de audição tem cura para alguns casos de deficiência auditiva, por meio de tratamentos e cirurgias. Além disso, pesquisas científicas comprovam que, no futuro, provavelmente todos os tipos de surdez poderão ser curados. Até que isso se torne uma realidade, é fundamental buscar ajuda profissional para o correto diagnóstico e tratamento.

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2 Comentários
  • Barbara

    Gostaria de saber os endereços se aqui em BH Minas gerais tem algum.

    19:10
    reply
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