surdez neurossensorial

Você sabe o que é a surdez neurossensorial? Tire suas dúvidas!

Você sabia que, até o ano de 2050, talvez existam 900 milhões de pessoas surdas no mundo? Isso segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS). Já no Brasil, são 10 milhões de surdos conforme dados de 2010 fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A perda da audição pode variar, como: surdez neurossensorial, surdez causada por infecções, surdez devido à perfuração do tímpano, entre outras.

No entanto, o mais importante é saber que existem tratamentos para curar ou melhorar a audição e, com isso, obter mais qualidade de vida, conviver melhor em sociedade e ser mais produtivo no trabalho.

Continue lendo o post, aprenda um pouco mais sobre surdez neurossensorial e solucione algumas dúvidas. Boa leitura!

O que é surdez neurossensorial?

O nosso ouvido é dividido em ouvido externo, em que encontra-se o canal auditivo (local por onde entra o som) e membrana timpânica; orelha média, em que encontramos os ossículos martelo, estribo e bigorna; e ouvido interno, em que estão a cóclea e as células ciliadas.

As ondas sonoras entram pelo ouvido externo e são transformadas em vibrações. Elas são amplificadas na parte média e transformadas em pulsos elétricos na região interna. A seguir, os pulsos são conduzidos ao cérebro pelo nervo auditivo.

A perda auditiva é aquela que acontece no ouvido interno ou na comunicação entre o ouvido e o cérebro. A perda auditiva ocorre devido às lesões no nervo da audição ou de células ciliadas.

Esse tipo de surdez é permanente e mais comum na velhice. O prejuízo pode ser superficial ou profundo, dependendo da extensão da região lesionada. No entanto, existem tratamentos que melhoram as condições de ouvir.

Quais são suas causas?

Envelhecimento

Com o passar dos anos, o corpo perde sua capacidade de se regenerar rapidamente, com isso, os sentidos ficam afetados. Entre eles, está a audição que vai diminuindo. No entanto, não existe uma idade preestabelecida em que a perda auditiva acontecerá.

Por causa disso, é tão importante consultar o médico e realizar os exames de rotina para verificar a capacidade de ouvir.

Causas congênitas

O bebê nasce com perda auditiva devido às infecções que ocorreram com a gestante durante a gravidez. Elas são provocadas por sífilis, rubéola e toxoplasmose. As gestantes devem fazer o pré-natal corretamente para evitar complicações dessas doenças.

Diabetes e hipertensão

Essas doenças têm a característica de prejudicar o sistema circulatório. Ou seja, a microcirculação que acontece na região do ouvido interno é diminuída e, portanto, o tecido local morre devido à falta de nutrientes.

Traumas

Os traumatismos que ocorrem na região da cabeça e pescoço podem afetar estruturas internas e danificar a comunicação entre o ouvido e o cérebro.

Frequentes infecções de ouvido

Se a infecção acontece de forma recorrente, a microcirculação da região da cóclea e de células ciliadas pode ser diminuída. E, assim como no caso do diabetes e hipertensão, o tecido local não sobreviverá sem nutrientes.

Exposição a altos ruídos

Os sons acima de 85 decibéis degeneram as estruturas do ouvido. Portanto, a exposição constante a esses barulhos causa um prejuízo progressivo à audição. Evite locais com sons altos e, se o ambiente de trabalho for barulhento, não se esqueça de usar os equipamentos para sua proteção.

Doenças autoimunes e otosclerose

As doenças autoimunes auriculares são aquelas em que o próprio corpo agride as estruturas do ouvido interno. Não há como preveni-las, no entanto, existe tratamento para que a doença fique estabilizada.

Já a otosclerose é uma doença hereditária que causa um crescimento anormal dos ossos na região média do ouvido.

Medicamentos ototóxicos

Algumas substâncias danificam a composição do sistema auditivo quando usadas em altas dosagens ou por longos períodos. Por isso, só use medicamentos indicados e sob a orientação de um médico.

Quais são seus principais sintomas?

Os sintomas da surdez sensorioneural surgem ao longo da vida (se não for um caso congênito). E, com o passar dos anos, eles vão progredir. Então, fique atento se:

  • tiver dificuldade para ouvir qualquer tipo de som;
  • não entender o que o outro fala;
  • pedir para que a outra pessoa repita a fala frequentemente;
  • sentir dificuldade para identificar a origem do som (perda unilateral da audição);
  • fizer esforço para ouvir conversas em ambientes barulhentos, como em uma festa ou em uma rua movimentada;
  • não conseguir ouvir a televisão ou rádio no volume de costume;
  • sentir um zumbido no ouvido.

Como é feito o diagnóstico dessa doença?

A surdez neurossensorial é diagnosticada pelo médico otorrinolaringologista. Esse profissional vai realizar uma consulta clínica inicialmente. Nesse momento, você fornecerá todas as informações por ele solicitadas. Prepare-se com antecedência, pois as possíveis perguntas são:

  • Você sente alguma dor no ouvido?
  • Tem infecções de ouvido recorrentes?
  • Você escuta bem?
  • Entende o que as pessoas falam com você?
  • Já sofreu algum traumatismo craniano?
  • Você tem diabetes ou hipertensão?
  • Tem a sensação de zumbido no ouvido?
  • Há quanto tempo os sintomas surgiram?
  • Eles estão piorando com o passar do tempo?

O médico vai avaliar o ouvido e verificar se existe alguma alteração na região mais externa que impossibilite a passagem do som. Em seguida, solicitará exames mais específicos, como o audiograma. O resultado demonstra a capacidade e a sensibilidade auditivas. O exame deve ser realizado por um fonoaudiólogo.

Quais são os tratamentos mais comuns para surdez neurossensorial?

O médico deve ser procurado rapidamente após o aparecimento dos primeiros sintomas para que o dano causado no sistema auditivo não se estenda.

A surdez neurossensorial é permanente, porém, existe um tratamento que, primeiramente, consiste em curar o que causa a perda auditiva. Em seguida, o paciente fará uso de um aparelho auditivo. Em alguns casos, em que a surdez é grave, pode ser colocado um implante coclear durante um procedimento cirúrgico.

Depois de tudo que você leu, pode perceber que a surdez neurossensorial tem tratamento, e a prevenção se baseia nas causas da doença. Portanto, evite os fatores que a desencadeiam. Procure por clínicas especializadas em audição que tenham recursos terapêuticos para avaliar e tratar seus sintomas. Porque ouvir é ter qualidade de vida.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre surdez neurossensorial, entre em contato conosco e conheça os serviços e produtos que podemos lhe oferecer! Aguardamos você!

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