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Com o processo de envelhecimento natural, o sistema auditivo também envelhece e sofre alterações em suas estruturas. A presbiacusia é uma das causas mais comuns da perda auditiva na terceira idade e afeta pessoas com mais de 60 anos.

Ela se instala de forma lenta e gradual, modificando elementos da cóclea (células ciliadas), levando assim, à perda auditiva.

Neste artigo, vamos comentar sobre a diminuição da audição, abordando os fatores de risco que aceleram essa condição, bem como os tipos de presbiacusia, seus sintomas, tratamentos e a importância de se preocupar com a perda auditiva nos idosos. Continue lendo para saber mais!

Declínio da capacidade auditiva

O ser humano é capaz de ouvir frequências que variam entre 20 Hz e 20.000 Hz. Na fase adulta, algumas pessoas já não conseguem ouvir em frequências acima de 15.000 Hz (15 KHz). Quando a presbiacusia se instala, a perda auditiva é maior e as frequências mais afetadas são acima de 2.000 Hz (2 KHz).

Entretanto, com o avanço da idade, as frequências médias e baixas (0,5 a 2 KHz) também começam a ser afetadas, o que dificulta ainda mais a compreensão da fala humana.

Em geral, as frequências dos sons da fala humana variam entre 250 Hz e 4.000 Hz (4 KHz). Nas conversações, as vogais costumam ser de média e baixa frequência, já as consoantes variam de entre as baixas, medias e altas frequências (algumas palavras com o som de “s” ou “z” no meio podem ter frequências de até 8.000 Hz).

Dessa forma, os pacientes com perda auditiva em alta frequência, muitas vezes, comentam que são capazes de ouvir quando alguém está falando, porém, não entendem o que está sendo dito. Isso ocorre devido à perda de informação dos sons de algumas das consoantes.

A progressão ou aumento da perda auditiva podem ser acelerados por diferentes fatores, conforme comentaremos a seguir.

Fatores de risco que aceleram a perda auditiva

Embora a presbiacusia seja uma perda auditiva diretamente relacionada ao envelhecimento natural, outros fatores, como a exposição crônica a ruídos/sons altos e a hereditariedade, contribuem para a perda da audição ao longo do tempo.

Além disso, existem os fatores que podem acelerar a perda auditiva, como:

  • uso de cocaína;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • meningite;
  • metais pesados, como mercúrio, chumbo ou arsênico;
  • otite média;
  • quimioterapia;
  • tabagismo;
  • traumas;
  • uso crônico de medicamentos, como anti-inflamatórios, aspirina e sildenafil (viagra), entre outros.

Tipos de presbiacusia

Didaticamente, a presbiacusia é classificada em quatro tipos. Entretanto, é raro um paciente apresentar apenas uma forma da patologia. O que ocorre, normalmente, é uma condição de equilíbrio entre elas, em diferentes proporções.

Veja, a seguir, os tipos de manifestações da perda auditiva por envelhecimento natural.

Sensorial

A perda auditiva neurossensorial simétrica e bilateral é o tipo mais comum dessa doença. Nesse caso, ela pode ter início na meia idade, e a pessoa começa a apresentar dificuldades para ouvir os sons mais agudos, compreender em ambientes mais ruidosos e é muito comum usar a frase “ouço, mas não entendo”. O zumbido no ouvido é um fator muito comum desse tipo de perda auditiva na terceira idade.

Neural

Esse tipo de perda auditiva é rápido e progressivo, fazendo com que os idosos tenham grandes dificuldades para entenderem o que as outras pessoas falam. Isso acontece por causa de uma redução dos neurônios cocleares e pode estar diretamente ligado aos déficits cognitivos e aos problemas de coordenação motora.

Metabólica

Quando uma perda neurossensorial com a manutenção da discriminação da fala e uma curva plana se desenvolve, ocorre o que chamamos de perda auditiva metabólica. Nesse sentido, quando os limiares auditivos ficam acima de 50 decibéis, a discriminação de fala começa a cair e a prejudicar a pessoa.

Mecânica

A perda auditiva mecânica ocorre quando a membrana basilar é enrijecida e as características de ressonância do duto da cóclea sofrem alterações, causando sérios problemas na região coclear do ouvido.

Sintomas da presbiacusia

O envelhecimento do sistema auditivo ocorre de maneira lenta, gradual e contínua. Em geral, a presbiacusia começa comprometendo o entendimento dos sons agudos principalmente em ambientes ruidosos (nesse estágio, é quase imperceptível).

Entretanto, à medida que o quadro se agrava, a pessoa começa a ter maiores dificuldades de audição e compreensão da fala.

Além do idoso referir que escuta mas não entende, outro sintoma básico é a necessidade de aumentar o volume da TV e do rádio para conseguir escutar. Além disso, outros sinais podem ajudar a identificar a perda auditiva, como:

  • dificuldade na fala;
  • desconforto em conversar ao telefone por não entender o que está sendo dito;
  • dificuldade para entender conversas em ambientes ruidosos;
  • vertigem;
  • maior dificuldade em ouvir vozes femininas em comparação às masculinas;
  • desequilíbrio corporal;
  • hipersensibilidade aos sons normais, considerando-os altos e desconfortáveis demais.

Tratamento da perda auditiva

Não há cura para a perda auditiva relacionada ao envelhecimento natural. Portanto, existem cuidados fundamentais para evitar que a condição se agrave. Esses cuidados envolvem o acompanhamento médico e fonoaudiológico para a realização de exames periódicos (audiometria por exemplo) e tratamentos adequados.

Dependendo do caso, pode ser indicado o uso de aparelho auditivo. Essa é uma alternativa eficaz na maioria dos casos, pois, além de evitar o agravamento da perda auditiva e dificuldades de comunicação, também ajuda a manter a qualidade de vida do idoso.

Como mencionado acima, o acompanhamento de um fonoaudiólogo é fundamental para que as necessidades individuais dos pacientes sejam atendidas, bem como um direcionamento correto do tratamento. Além disso, o apoio e os cuidados dos familiares são essenciais para assegurar a qualidade de vida do idoso.

Importância de se preocupar com a perda auditiva em idosos

Infelizmente, algumas pessoas acreditam que o tratamento da perda auditiva pode ser tardio e que isso não provoca consequências negativas.

Entretanto, esse é um grande equívoco. A audição, além de permitir a comunicação, também nos protege de muitas situações perigosas, como por exemplo, nos ajuda a  perceber um veículo se aproximando ao atravessar uma rua, escutar uma pessoa entrando em casa e também alarmes de incêndio. Todas essas situações, quando não são percebidas pela audição podem colocar a segurança do idoso em risco. Por isso, é muito importante que os familiares ou cuidadores fiquem atentos aos primeiros sinais de perda auditiva.

O ideal é que levem o idoso a uma consulta de avaliação e proporcionem auxílio e apoio necessários para evitar acidentes, o isolamento social e a depressão que podem surgir com a condição.

Como vimos, a presbiacusia pode caracterizar uma perda auditiva que ocorre com o processo de envelhecimento natural e afeta pessoas com mais de 60 anos. Dessa forma, é muito importante ficar atento aos sinais e buscar ajuda especializada para a avaliação e o tratamento do idoso.

Agora que você já sabe o que é presbiacusia e a importância de se preocupar com os idosos que apresentam os sintomas, leia também outro artigo que publicamos em nosso blog sobre surdez neurossensorial!

 

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