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Conheça os modelos de aparelhos auditivos indicados para cada caso!

Cada vez mais, a tecnologia proporciona eficiência, conforto e praticidade em dispositivos indispensáveis aos pacientes com perda de audição. Atualmente, o mercado já disponibiliza diversos modelos de aparelhos auditivos para atender às diferentes necessidades, proporcionando mais qualidade de vida a quem precisa desse tipo de suporte.

Neste artigo, vamos apresentar qual modelo de aparelho auditivo é indicado para cada tipo de necessidade auditiva, comentando sobre os principais aspectos que devem ser considerados na escolha e a importância do fonoaudiólogo para ajudar nesse momento. Continue a leitura para saber mais!

Os modelos de aparelhos auditivos e os graus de perda da audição

Os equipamentos estão cada vez menores, apresentam maior capacidade de conexão, são à prova d’água e contam com baterias de longa duração. Entretanto, a escolha do dispositivo depende do grau de deficiência auditiva, que pode ser:

  • leve — é possível interagir em conversas, mas há dificuldade para entender sons baixos, como cochichos;
  • moderada — há necessidade de aumentar o volume para assistir à televisão ou falar ao telefone;
  • severa — é impossível a audição em uma conversa em tom normal (60 dB), necessitando de um volume bem alto;
  • profunda — a audição se restringe apenas a ruídos estridentes, como os de britadeira, buzina ou música, em volume máximo, que varia entre 110 e 130 dB.

Além do grau de deficiência, o modelo do aparelho também precisa ser adequado ao tamanho do canal auditivo do paciente. Veja, a seguir, quais são as indicações em relação às deficiências de audição.

Retroauricular (BTE)

Esse modelo de aparelho é adequado para todos os graus de perda auditiva — das mais leves às mais profundas. Ele pode ser encontrado em modelos com diferentes potências e esse aspecto depende do seu tamanho — quanto maior, mais potente.

O retroauricular é confeccionado em 2 partes: uma caixa plástica com elementos eletrônicos, que é posicionada atrás da orelha e um molde auricular ou sonda, que fica dentro do canal auditivo.

A ligação entre essas partes é feita por um tubo transparente, em silicone ou plástico, que transmite o som ampliado.

Aparelho para zumbido

Esse é um dispositivo criado especialmente para auxiliar os pacientes que apresentam zumbido. A tecnologia aplicada também reduz a reverberação do ambiente, proporciona foco automático na conversa, bem como a elevação da voz do interlocutor.

Microcanal (CIC)

Esse modelo é indicado para as pessoas com perda auditiva de leve a moderada e que têm um canal auditivo largo. É um aparelho pequeno, elaborado em uma peça única, que se encaixa parcialmente no canal auditivo, deixando uma pequena parte aparente.

Costuma proporcionar uma boa adaptação em relação ao tamanho, pois a cápsula pode ser moldada de acordo com as características individuais dos pacientes. Entretanto, não é indicado aos pacientes com canal auditivo muito estreito ou que apresentem infecções recorrentes no ouvido.

Intracanal (ITC)

O intracanal é apropriado para a perda auditiva de grau leve a moderado. Esse modelo é um pouco maior que o microcanal e ideal para os pacientes que necessitam de mais amplificação e controle de audição, pois permite programar e controlar o volume.

Intra-auricular (ITE)

O modelo intra-auricular apresenta uma grande potência, sendo indicado para todos os graus de perda auditiva — de leves a severas. Esse dispositivo é um pouco maior, confeccionado sob medida e formado por uma única cápsula que preenche toda a concha da orelha.

Ele é considerado, entre os modelos “intra”, o de maior potência de amplificação do som. O dispositivo pode incluir um botão para controle manual de volume e programação.

Também apresenta a vantagem de facilitar o encaixe na orelha, auxiliando os pacientes com habilidades manuais comprometidas, entretanto, é mais visível que os modelos microcanal (CIC) e intracanal (ITC).

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Receptor no canal (RIC)

Indicado para perdas auditivas leves a severas, o receptor no canal é uma versão evoluída do modelo retroauricular — além de ser menor (pode medir menos de 1 centímetro), apresenta maior potência.

Ele é posicionado atrás da orelha e ligado aos receptores de sons (no canal do ouvido), por meio de um fio fino e transparente. Embora não possa ser customizado, esse modelo é feito em vários tamanhos de receptores, visando a facilitar a sua adaptação.

A escolha do aparelho ideal

Antes de optar por um dos modelos disponíveis no mercado, é necessário observar alguns aspectos para garantir uma adequação às necessidades individuais. Veja, a seguir, algumas das principais orientações nesse sentido!

Faça um exame de audiometria

O exame de audiometria é imprescindível, pois ele ajuda a identificar a necessidade do uso de aparelho auditivo e o tipo mais adequado à perda da audição.

Ele também auxilia no diagnóstico e no prognóstico do paciente, podendo sugerir medidas preventivas para evitar o agravamento da deficiência, já que muitos fatores podem contribuir para o problema.

Avalie o seu estilo de vida

Para uma correta adequação, a escolha do modelo de aparelho deve considerar o estilo de vida. Nesse sentido, para uma pessoa que trabalha em um local com muito ruído, o ideal é optar por um dispositivo adequado a essa condição, com filtro de ruídos de fundo e seleção para a amplificação de sons selecionados.

Teste o aparelho

Muitas empresas proporcionam um programa de teste gratuito para o paciente verificar a adequação do aparelho às suas necessidades auditivas nas atividades cotidianas e no ambiente em que costumam ocorrer.

Esse é mais um aspecto importante que deve ser considerado na escolha do aparelho, já que pode garantir uma perfeita adaptação.

Priorize o conforto

Os diferentes aparelhos auditivos oferecem funções e especificações que devem ser consideradas na hora da escolha. Nesse sentido, o paciente deve optar pelo modelo que proporcione maior conforto auditivo e adequação à anatomia da orelha.

Considere as suas preferências

Além das funções básicas, os modelos de aparelhos auditivos mais modernos apresentam tecnologias com diferentes funcionalidades. Dessa forma, é possível definir as preferências para a escolha do dispositivo, considerando opções, como:

  • controles por aplicativos;
  • gerador de sons para aliviar o zumbido;
  • microfones direcionais — auxiliam no foco para a conversação;
  • proteção contra a umidade e a oxidação;
  • sensor de movimento — permite que os sons sejam ouvidos com clareza mesmo quando a pessoa está se movimentando;
  • tecnologia wireless — mantém o equilíbrio do som em ambos os lados;
  • transmissão direta de sons da TV, músicas e ligações telefônicas para o aparelho.

A importância da ajuda de um fonoaudiólogo na escolha do aparelho

Para que o aparelho auditivo cumpra a sua função com o máximo de eficiência e conforto, é fundamental que a escolha do modelo seja auxiliada por um fonoaudiólogo — profissional especializado para determinar o dispositivo ideal de acordo com a necessidade individual, com base na avaliação de exames e no estilo de vida do paciente.

Além disso, ele também é responsável pelo período de adaptação, fazendo regulagens até que o dispositivo fique totalmente adequado à reabilitação auditiva da pessoa.

Como vimos, há diferentes modelos de aparelhos auditivos para atender às diversas necessidades individuais dos pacientes. Nesse sentido, para escolher um dispositivo ideal, é fundamental contar com a ajuda de um fonoaudiólogo, que é um profissional especializado para fazer indicações corretas com base em exames e avaliação.

As informações deste artigo foram úteis para conhecer os principais modelos de aparelhos auditivos para cada caso? Para mais detalhes sobre os dispositivos e o suporte profissional, entre em contato conosco!

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