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menopausa e perda auditiva

O fim do ciclo menstrual ocorre em mulheres com mais de 45 anos, provocando diversas alterações no organismo que podem afetar a audição. Nesse sentido, é importante entender a relação entre menopausa e perda auditiva, para saber como evitar esse tipo de alteração auditiva.

Há diferentes aspectos relacionados a essa fase e que podem estar ligados à perda auditiva, como as doenças cardiovasculares que provocam o zumbido e até a surdez súbita, entre outros fatores associados à baixa hormonal.

Para um melhor entendimento sobre o assunto, neste artigo, comentaremos sobre a relação entre menopausa e perda de audição, os fatores que podem influenciar para que isso ocorra e o que pode ser feito para prevenir a perda auditiva (surdez). Continue lendo para saber mais!

Relação entre menopausa e perda auditiva

Durante a fase da menopausa, que pode levar meses para se completar, ocorrem muitas mudanças no corpo devido à queda abrupta na produção de alguns hormônios, como o estrogênio (ou estrógeno).

Alguns dos sintomas são bastante comuns durante esse período, como a redução na lubrificação vaginal, a irritabilidade, o suor frio e os picos de calor intenso seguidos por calafrios. Muitas vezes, esses sinais incluem a perda da audição.

Entretanto, um estudo pioneiro mostrou que a causa da perda auditiva nessa fase não é exatamente a menopausa. O fato é que, para amenizarem os transtornos que a redução dos hormônios provoca, muitas pessoas recorrem à terapia de reposição hormonal, que pode levar a vários efeitos colaterais, incluindo alterações na audição

Influência da reposição sintética de hormônios

estudo realizado pelo Brigham and Women’s Hospital, de Boston (EUA), demonstrou que os hormônios artificiais utilizados para o tratamento da menopausa interrompem a recepção do estrogênio pelas células ciliadas do ouvido, responsáveis por levar os estímulos sonoros ao cérebro. Uma vez que essas células são lesadas, elas morrem e não nascem de novo, causando a perda de audição.

Segundo o estudo, as pacientes submetidas à reposição hormonal em forma de comprimidos têm maior probabilidade (entre 15% e 21%) de apresentar problemas auditivos, após cinco anos de tratamento.

Outros fatores de risco associados à menopausa

Outros fatores associados à menopausa também podem provocar ou agravar os problemas auditivos. Nesse sentido, as doenças cardiovasculares, que, eventualmente, surgem devido à redução da produção hormonal, alteram o fluxo sanguíneo, causando traumas nos vasos sanguíneos da orelha interna.

Os estudos também mostram que, as pessoas que apresentam osteoporose (doença típica da pós-menopausa), têm uma dupla probabilidade de desenvolver surdez súbita em relação às que não desenvolveram o problema ósseo.

Prevenção da perda auditiva na menopausa

A perda auditiva na menopausa pode ser prevenida e, quanto mais cedo ela for tratada, maiores serão as possibilidades de minimizar as suas consequências.

Veja, a seguir, o que pode ser feito para evitar que a perda da audição se agrave.

Faça exames anuais

É importante que as mulheres com mais de 45 anos façam anualmente o exame de audiometria para medir a capacidade auditiva. Dessa forma, é possível acompanhar a saúde dos ouvidos e, caso haja alguma alteração, indicar um tratamento logo no início da alteração auditiva.

É importante observar que, uma vez diagnosticada a perda de audição, em qualquer nível (mesmo o mais leve), é imprescindível tratar, e isso é realizado de maneira simples, com o uso de aparelhos auditivos, que auxiliam na melhoria da qualidade de vida das pacientes.

Mantenha uma alimentação saudável

alimentação saudável é essencial para o bom funcionamento do organismo em qualquer fase da vida. Entretanto, alguns alimentos agem de forma especial no sistema auditivo, podendo reduzir o risco de desenvolver a perda auditiva ou impedir o seu agravamento.

Um dos nutrientes mais importantes para a saúde auditiva é o potássio. A deficiência orgânica desse mineral pode interferir na perda auditiva, já que ele é o responsável por garantir a transmissão de impulsos nervosos. Dessa forma, é recomendável ingerir frutas, como banana, damasco, laranja e melão, além de espinafre, feijão, batata e leite.

Outros alimentos que ajudam a preservar a saúde auditiva são os que contêm vitamina E, como amêndoas, gergelim, manteiga de amendoim e óleo de girassol. O consumo de duas ou mais porções de peixe semanalmente também está associado a um menor risco de perda da audição.

Evite ruídos frequentes

A exposição prolongada a níveis excessivos de ruído também pode provocar a perda auditiva. Em geral, isso ocorre com pessoas que trabalham em indústrias e construção civil. Além disso, os músicos e indivíduos que escutam som com volume muito alto nos fones de ouvido ou em ambientes externos, como em shows, ficam mais vulneráveis aos problemas de audição.

As rajadas de sons muito altos, como tiros e explosões, também podem causar danos à audição. Esses barulhos excessivos resultam em perda auditiva permanente e/ou zumbido no ouvido.

Para prevenir as consequências da exposição aos ruídos extremos, é importante utilizar protetores auditivos ao trabalhar em ambientes ruidosos e reduzir o volume do fone de ouvido.

Não fume

A perda auditiva provocada pelo cigarro ocorre devido à redução da circulação sanguínea na cóclea, já que ela é responsável pela transmissão dos estímulos sonoros ao cérebro.

Dessa forma, as substâncias químicas do cigarro interferem na oxigenação do organismo, causando alterações irreversíveis nas células ciliadas auditivas.

Nunca coloque objetos no canal auditivo

Nunca coloque nenhum tipo de objeto no canal do ouvido. Isso inclui hastes flexíveis, já que ela pode empurrar a cera para dentro, entupindo o canal auditivo ou danificando o tímpano.

A retirada do excesso de cera pode ser realizada somente por um médico otorrinolaringologista, profissional habilitado que utiliza instrumentos próprios para esse procedimento, sem risco de danos aos ouvidos.

Como vimos, a relação existente entre menopausa e perda auditiva se deve ao tratamento de reposição hormonal que provoca alterações auditivas, como um dos efeitos colaterais. Nesse sentido, é fundamental buscar alternativas e formas de prevenção, como as que comentamos neste artigo, para evitar o agravamento do problema.

Agora que você já obteve informações sobre a relação entre a perda da audição e a menopausa, leia outro artigo em nosso blog e entenda mais sobre a perda auditiva na terceira idade!

6 Comentários

  1. Adriana

    Estou a 30 dias com zumbido,tomei antibiótico e nada resolveu

    Responder
    • Comunicare

      Prezada Sra. Adriana, boa tarde! Tudo bem?

      Sabemos o quanto a convivência com o zumbido pode ser ruim.
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      Responder
  2. Lucineia Pereira de Araújo

    Estas consultas online sao pagas?

    Responder
    • Comunicare

      Prezada Sra. Lucineia, boa tarde! Tudo bem com você?
      Obrigado pela sua mensagem.

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      Atenciosamente, equipe Comunicare

      Responder
  3. Nubia maria canizo

    DO NADA, FIQUEI SURDA SUBITAMENTE DO IUBIDO ESQUERDO DIA 17/04/21. TEM SIDO TERRÍVEL PORQUE NÃO OUÇO NADA APENAS UM SOM DE “INFINTO” CONSTANTE. O MÉDICO DISSE Q FOI DEVIDO À COVID-19 E Q EU NÃO IRIA VOLTAR A OUVIR!!! É VERDADE?!

    Responder
    • Blog Autor

      Oi, tudo bem?
      Infelizmente não temos o knowhow para ajudar solucionar o seu problema.
      Acreditamos que a melhor escolha seria buscar por um otorrinolaringologista para te auxiliar.

      Responder

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